
A confusão e falta de entendimento entre limitação e incapacidade acaba aumentando o tabu sobre o processo de envelhecimento.
Entender as principais diferenças entre limitação e incapacidade no processo de envelhecimento é essencial para que estejamos preparados tanto para identificar quando um desses fatores exigem atenção e cuidado, quanto para não usar, de maneira errônea, como justificativa ao impedir a realização de algumas atividades.
A dra. Cláudia Cristina Ortiz Arini, médica geriátrica, em uma entrevista com o Conecta 60+ explicou que a limitação na terceira idade representa uma restrição a algo, que pode ser de cunho físico – como por exemplo uma habilidade esportiva – ou de cunho sociocultural. O mais importante ao detectar alguma limitação é que uma vez que a pessoa recebe um recurso específico para trabalhá-la, ela poderá desfrutar do contexto a ser inserido.
Um exemplo de limitação que pode ser trabalhada é de uma pessoa, portadora de alguma dificuldade auditiva, que deseja tocar um instrumento musical, pois o acesso a um aparelho auricular a permitirá de realizar a atividade.
Já a incapacidade representa uma situação em que existe uma limitação física ou intelectual a determinada atividade e nem sempre os recursos inclusivos serão suficientes para vencer essa barreira, ou seja, a incapacidade pode ser reversível ou não.
Como exemplo de incapacidade, podemos citar o caso de um idoso que deseja dirigir um veículo automotivo, mas que apresenta um quadro de síndrome demencial. Mesmo que receba instruções, ele será incapaz de realizar a atividade.
Dos tantos tabus relacionados ao envelhecimento, um dos mais comuns é aquele que se coloca a capacidade intelectual do idoso aquém do restante da sociedade e precisamos combater esses comportamentos.
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